21/06/2011 - 10:20

Perspe(c)tivas com Carla Cardoso / Opções

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Opções

Manter-se saudável em sociedades de abundância é um dos maiores desafios contemporâneos. Uma singela barra de chocolate de 100 gramas tem mais de 500 calorias, um terço das necessidades energéticas de uma mulher e um quarto da dos homens.

Nunca foi tão difícil como hoje cair na tentação dos quilos a mais. Vai-se às compras. Leva- se uma lista apertada e bem definida com apenas o essencial. Começa-se a percorrer os corredores do hipermercado. E pronto. Milhares e milhares de produtos oferecem-se, quase caiem para dentro do carrinho mais atento.

Há de tudo: snacks, guloseimas, aperitivos, refeições pré confecionadas – para todos os gostos e carteiras. O tempo é pouco, o trabalho muito e a paciência nenhuma, por isso… Piza para o jantar, claro! Seja fora ou dentro de portas, os erros alimentares sucedem-se. Fazer as opções certas é difícil, ceder às tentações não custa nada.

O mais grave é quando se olha para os preços. Por que razão é mais barato um refrigerante que um quilo de laranjas? O que explica um bife de peru custar mais do que uma lata de salsichas de porco? Se os legumes biológicos são mais saudáveis por que não estão ao alcance de tantas carteiras? A conclusão é simples: o menos saudável é muitas vezes mais barato.

Numa aposta a longo prazo, alimentar-se bem e exercitar-se deviam ser opções apoiadas pelo Estado. Com o passar dos anos, o menor número de doenças, baixas, internamentos, e medicamentos comparticipados traria lucro ao investidor e daria uma vida de qualidade aos consumidores que escolhessem a saúde.

Coordenadora Pedagógica da Licenciatura em Comunicação e Jornalismo
Investigadora do CICANT - ECATI
Coordenação da Redação LOC


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Lido 421 vezes Modificado a 05/07/2011 - 15:33

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