28/09/2009 - 14:57

Entrevista com o Diretor da Escola Superior de Belas Artes da ULHT

A Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) vai abrir este ano letivo três novas Licenciaturas e um Mestrado, integrados na nova Escola Superior de Belas Artes (ESBA) iniciando, assim, duas novas áreas de estudo, as artes plásticas e de palco e a conservação e restauro do Património Cultural. A propósito da abertura da faculdade, o diretor da Escola Superior de Belas Artes, Prof. Augusto Pereira Brandão (APB), em entrevista, descreve em que moldes foi constituída e quais são as suas linhas orientadoras.

LOC – Qual a razão que leva a Universidade Lusófona a criar uma escola de Belas Artes?
APB - A ULHT tem desenvolvido, numa caminhada brilhante, a maioria dos temas com que o conhecimento humano se tem preocupado. Pode-se mesmo afirmar que apresenta, para estudo e investigação, áreas que vão desde as engenharias, às artes sociais, aos sistemas de comunicação e inúmeros cursos nas plataformas da história, da sociologia, da psicologia, ou das ciências médicas, bem como todas as suas envolventes próprias da área da saúde humana ou animal. evento_216
Faltava desenvolver e integrar, no seu campo de ação, as áreas ligadas à sensibilidade, à poesia humana, como é a arte das Artes. É por essa razão que agora surge, entre as suas faculdades, a Escola Superior de Belas Artes (ESBA), inteiramente integrada segundo os processos e métodos de Bolonha, assim como todos os outros cursos ministrados na universidade.

LOC – De que cursos se compõe a ESBA e quais são os melhores orientadores?
APB – A ESBA estrutura-se segundo três grandes áreas ou departamentos. O departamento de Artes Plásticas, no qual serão dirigidos os cursos de Artes Plásticas (Pintura e Escultura) Educação Cultural e Artística. Temos igualmente o departamento de Conservação e Restauro, que é composto pela licenciatura em Ciências da Conservação e Restauro do Património Cultural e pelo mestrado em Conservação e Restauro do Património Cultural. Ainda por abrir, mas estando no plano imediato de ação da ULHT, temos o departamento das Artes de Palco, que engloba cursos nas áreas do Teatro, a Música, a Dança, e Canto, entre outros, que corresponderão às necessidades do espaço do palco. Como são exemplo a Cenografia, Iluminação, Multimédia, etc.
Ainda no departamento de Artes de Palco, encontra-se em estudo o curso de Moda, com saídas, por exemplo, em moda e reciclagem, alta-costura, onde a reciclagem e revolução dos têxteis, bem como o desenvolvimento das artes digitais, darão especial relevância ao curso.
Assim, a ESBA será uma escola superior que integrará todos os cursos que são hoje reconhecidos importantes no desenvolvimento das Artes Plásticas.
Os docentes que se convidarão são docentes que ao longo dos últimos anos têm se interessado no desenvolvimento pedagógico destas áreas, vendo-as, a todas elas, como fatores atuais, sujeitos a estratégias de Marketing atuais e da forma mais dinâmica possível. Assim, escolheu-se o Prof. Dr. Miguel Arruda, escultor, arquiteto e designer, que durante vários anos dirigiu a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa; contamos também com Miguel Múrias, que fez todo o seu período de estágio e aprendizagem na Alemanha, tendo percorrido todos os grandes marchands de artes alemães. O mais louvado escultor e desenhista da atualidade portuguesa, senhor de processos teóricos de aprendizagem pedagógica de grande valor, trabalhou com Sá Nogueira na pesquisa e no desenvolvimento do desenho em Portugal; António Polainas, que se tem notabilizado não só no desenvolvimento da cenografia, nas artes dos interiores, como na pesquisa ao espaço virtual; Prof. Dr. António Casqueira, mestre na pedagogia do ensino e professor que tem desenvolvido o seu campo de pesquisa na Antropologia. Posso afirmar que só convidámos quem tenha dado distintivas indicações em três áreas específicas – bons pedagógicos, bons artistas e principalmente bons conhecedores do Marketing artístico e suas correntes de desenvolvimento e trabalho.
Sabemos sim, e para resumir, que todos os docentes apresentarão ao longo de 2010, workshops, concertos, farão exposições de modo a entusiasmar os estudantes, que poderão, assim, aprender a desenvolver meios de competitividade artística, o mais entusiasmante possível.


LOC – Mas estes cursos darão um futuro profissional e economicamente satisfatório aos seus alunos?
APB – A universidade, antes de abrir estes cursos, procurou junto às entidades que estruturam estas áreas, saber precisamente o que dizer quando nos fizessem esta pergunta. E a resposta é muito positiva. É necessária a criação de áreas onde não só respondam o que convencionalmente lhes pedem para fazer, ou seja, é necessária uma abertura de fronteiras em áreas como os têxteis, a arte doméstica, a arte da reciclagem, os processos de conceção de videojogos, bem como técnicas de desenvolvimento dos espaços virtuais, à dinâmica do 3D. É necessária igualmente a abertura de fronteiras no estudo da história, do desenho com movimento, assim como das novas representações pictóricas e esculturais, que estão intrinsecamente ligadas à vida urbana, e mesmo à vida rural.
De tal forma este assunto presidiu à criação da ESBA, que se pesquisaram organizações, entidades, fábricas, industrias e turismo, celebrando-se protocolos que darão a possibilidade aos nossos alunos de poderem estagiar, e de amadurecerem profissionalmente nesses locais.

LOC - Que mais valia dará a ESBA aos seus estudantes?
APB - A ESBA deverá ser a escola da alegria e do saber para os seus discentes. Alegria pela descoberta, pelo combinar as artes, levando-os a criar continuamente um mundo novo utilizando ferramentas como a forma, a cor, a luz, o som, trabalhados e moldados por cada um, ou pelo computador.
A Universidade Lusófona, espera transformar os seus estudantes do campo das artes em seres felizes e criadores de um mundo renovado.

 

Francisco Mendes

Lido 3188 vezes Modificado a 11/10/2010 - 15:32

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