25/06/2009 - 12:28

Medidas para combater a crise em debate na Lusófona

Competitividade, crescimento sustentado e as políticas públicas de apoio à internacionalização das empresas nacionais foram alguns dos temas em debate. A Universidade Lusófona, foi palco de uma conferência «Internacionalização das empresas portuguesas no contexto da globalização e o Investimento Directo Estrangeiro em Portugal», moderada por Luís Jorge Costa, director do 1º ciclo em Economia.

As medidas micro e macroeconómicas aplicadas às empresas nacionais, com o intuito de aumentar as exportações, estiveram em análise na conferência «Internacionalização das empresas portuguesas no contexto da globalização e o Investimento Directo Estrangeiro em Portugal», organizada pelo Observatório Lusófona de Actividades Económicas da Faculdade de Economia da Universidade Lusófona.

Vital Morgado, Maximiano Martins, Gustavo Toshiaki e Diogo Feio discutiram também a questão da competitividade, procurando encontrar caminhos para a recuperação do crescimento económico. O objectivo central, defenderam, é o crescimento sustentado da economia portuguesa.

“Com a adesão nos anos 60, de Portugal à OCDE, deu-se um enorme crescimento da internacionalização”, explicou Vital Morgado, Administrador da AICEP, agência que tem como objectivo estimular a internacionalização das pequenas e médias empresas portuguesas. Percorrendo a história do comércio internacional português, clarificou que nos anos 70 o comércio internacional em Portugal representava 13% do PIB, tendo nos dias de hoje chegado aos 25%, o que demonstra o “crescente peso das exportações na riqueza nacional”.

Para Vital Morgado, a adesão à CEE foi um marco importante e representou uma viragem na economia portuguesa atestando-se uma “melhoria da competitividade externa e um aumento da produtividade”. Nos anos 90, com a adesão da China à Organização Mundial do Comércio, “verificou-se um excesso na oferta, sentindo as empresas nacionais a necessidade de oferecer os seus serviços lá fora”. Angola, Singapura, Argélia e Marrocos tornaram-se mercados preferenciais.

Investir nas políticas de apoio à internacionalização
Maximiano Martins, economista e membro do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República, também considera que a adesão à CEE foi importante pois com ela “chegou um grande volume de fundos estruturais que vieram alterar não só o contexto em que o país se inseria como também as estratégias de internacionalização das empresas”. Sublinhou ainda a necessidade que existe de criar políticas públicas de apoio à internacionalização económica, afirmando que a proximidade geográfica e linguística tornam Espanha, Brasil e Angola destinos “favoráveis ao investimento comercial, mas também ao crescente investimento industrial”.

O investimento directo estrangeiro deve estar inserido numa “política industrial de qualidade, com uma criação efectiva de emprego e sustentabilidade económica”, defendeu o economista Gustavo Toshiaki, membro do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda na Assembleia da República. A crise económica mundial, explicou, veio “expor e fragilizar o modelo de investimento existente”, havendo a necessidade de criar e procurar novas alternativas.

O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, expressou a sua preocupação com aquilo que considera ser a “falta de liquidez financeira nas empresas nacionais”. A evolução portuguesa ao nível da internacionalização sofreu um duro revés com a actual crise económica, sendo por isso tempo de fazer uma “reorganização empresarial e da legislação”, afirmou.

Tiago Palma

Lido 3030 vezes Modificado a 01/10/2010 - 11:54

Parceria

logo-parlamento

Acordo Ortográfico

Os suportes comunicacionais do LOC são produzidos ao abrigo das regras estabelecidas no Acordo Ortográfico de 1990 e posteriores protocolos modificativos.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS