03/12/2009 - 16:24

Protocolo de colaboração AECFUL/GICUF

A Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas (AECFUL) da Universidade Lusófona e o Grupo de Investigação em Cuidados Farmacêuticos (GICUF) oficializaram dia 25 de Novembro a sua plataforma de trabalho assim como a concretização de projectos que têm vindo a ser desenvolvidos desde 2002. Na assinatura deste protocolo estiveram presentes João Neto, Presidente da AECFUL, Paula Iglésias-Ferreira, Directora do GICUF e Henrique Santos, um dos investigadores do GICUF e professor auxiliar do curso de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona. Henrique Santos defendeu que “esta iniciativa colabora na tentativa de desenhar o farmacêutico do século XXI”. sem_c_F

Paula Iglésias-Ferreira (abaixo designada como PF), Directora do GICUF, em entrevista ao LOC, falou acerca da importância deste protocolo e das suas perspectivas em relação à 4ª Semana das Ciências Farmacêuticas na Universidade Lusófona.

LOC – Qual a importância deste protocolo?
PF
– Este protocolo veio oficializar uma plataforma de trabalho profícuo e um bom relacionamento na concretização dos projectos que a AECFUL e o GICUF, em parceria, têm vindo a realizar há seis anos.

LOC – Quais as inovações que estão patentes este ano, nesta iniciativa, em comparação com os anos anteriores?
PF
– As novidades são particularmente duas. Uma delas tem que ver com o envolvimento dos alunos do Mestrado em Cuidados Farmacêuticos. Esses alunos, como farmacêuticos que são, envolveram-se nesta actividade prestando aquilo que é a Consulta de Cessação Tabágica, que tem como objectivo ajudar os fumadores a deixar de fumar. Outra das novidades tem que ver com a ampliação do leque de rastreios que são oferecidos e, como temos vindo a constatar em resultado da análise dos anos anteriores, são os estudantes a principal população alvo que recorre aos nossos rastreios: cerca de 95%, porque são gratuitos e é para eles que são feitos. Este ano os rastreios estão menos focados na diabetes, na dislipidemia, na hipertensão mas que também continuam a existir, até porque já encontrámos aqui em anos anteriores, alguns níveis suspeitos de colesterol elevado na população jovem, fundamentalmente dos 18 aos 25 anos, indicadores importantes ao nível da saúde pública. Existem novos rastreios como o da celulite, o da visão e, para o ano, contamos ter outros como o da audição, para que os jovens se sintam cada vez mais motivados a participar nestes rastreios enquanto utentes.

LOC – Não seria importante existir uma palestra que abrangesse não só os futuros técnicos de saúde mas também toda comunidade universitária?
PF
– A nossa ideia para a 5ª Semana é justamente aumentar os serviços para a comunidade. Neste momento a semana divide-se em três actividades centrais: clínicas, onde se incluem os rastreios e a consulta farmacêutica e actividades temáticas, palestras, debates, mini-cursos e tertúlias. Por enquanto estamos muito focados nos nossos alunos, a ideia é alargar esta iniciativa às escolas da área do Campo Grande, envolvendo a Junta de Freguesia, não só aos jovens estudantes e crianças mas também aos idosos, todos os que estejam disponíveis para que possamos contribuir e activamente assumir o compromisso e responsabilidade social que é a Universidade.

Irina Freitas

Lido 2450 vezes Modificado a 07/10/2010 - 16:09

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