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24/02/2016 - 13:45

Espaços comuns: "Para Os Espacialistas a máquina fotográfica é o lápis eletrónico"

Substituem o lápis pela máquina fotográfica e demonstram que é possível encontrar criatividade na simplicidade quotidiano. Luís Baptista esteve na ULP a expor a empresa Os Espacialistas.

No dia 16 de Fevereiro, o Espaços Comuns apresentou mais um convidado do segundo ciclo de conferências. Luís Baptista, docente do curso de arquitetura na Universidade Lusíada, representou Os Espacialistas que se definem como um "coletivo situado num território híbrido entre a arte contemporânea e a arquitetura".

Os Espacialistas persistem desde 2008 - o que se esperava ser um encontro académico deu asas a um projeto que acabou por se transformar numa empresa. "Um grupo de estudantes convidou-me a visitar o Porto e durante a visita aos espaços mais relevantes, em conjunto, percebemos que as fotografias que fazíamos tinham sempre a presença física do corpo humano", esclareceu Luís sobre o momento que principiou o projeto. A experiência que retiraram do encontro foi uma catapulta para o movimento que criaram.

Os projetos são realizados em espaços apoderados pel'Os Espacialistas, que com o corpo ou determinados gestos constroem uma comunicação com a realidade que os rodeia. A consciência arquitetónica associada à presença humana na fotografia dá assim origem ao conceito "esquisso fotográfico". Luís Baptista esclareceu que "as fotografias não são apenas do objeto arquitetónico mas possuem sempre um gesto que tenta construir uma nova realidade", além da que é observável. Os Espacialistas servem-se do próprio corpo para comunicar com o espaço e construir novos significados.

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O objetivo é "brincar com as dimensões", "imaginar os próprios sentidos" e "utilizar a máquina fotográfica como um lápis". Luís Baptista defendeu ainda que o importante é saber olhar e ter consciência de que o mundo que nos rodeia tem capacidades criativas das quais podemos usufruir. "Se exercitamos as nossas capacidades diariamente, surgem-nos situações novas que desconhecemos por não intensificarmos o nosso olhar", defendeu o convidado.

O grupo está constantemente à procura daquilo a que chamam "vocação artística dos espaços" e "aparelho reprodutor artístico" que acreditam que todos têm. Os Espacialistas já criaram diversos projetos e prometem continuar neste caminho que não se revela fácil mas que é percorrido com toda a dedicação.

Nádia Santos

 

Lido 1139 vezes Modificado a 24/02/2016 - 14:38

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