09/11/2011 - 11:45

Jobshop: ligar empresas e alunos

Oportunidades de estágio, de emprego e a partilha de know-how marcaram a Jobshop 2011 – Economia, Gestão e Contabilidade, que trouxe à Lusófona empresas como a Deloitte, a PricewaterhouseCoopers e a BNP Paribas.

“Estabelecer uma ligação entre as empresas e o mundo universitário” e “esclarecer dúvidas e preocupações dos alunos” são para Rodrigo Lourenço, partner da PricewaterhouseCoopers (PwC), a mais-valia de momentos de partilha como a Jobshop 2011 que decorreu a 25 e 26 de outubro na Universidade Lusófona.

Para a PwC, a feira de emprego ajuda a despertar a atenção dos alunos para o mundo profissional e a integrá-los da forma mais “saudável possível”. Segundo Rodrigo Lourenço, “todas as pessoas que saem das faculdades têm os critérios técnicos base cumpridos”, falta apenas cativar o interesse de cada um. O que marca a diferença, garante, são valores como “excelência, liderança e trabalho de equipa”, na forma como se integram as pessoas na cultura de uma empresa.

Além de outras empresas de consultoria e gestão de recursos humanos como a Talenter, a MultiTempo ou a Timetable, a Amnistia Internacional marcou presença na Jobshop. Há 30 anos em Portugal, a participação desta organização não-governamental na feira de emprego foi uma forma de demonstrar que a solidariedade é “um setor que vale a pena do ponto de vista da carreira, do desenvolvimento profissional e no crescimento pessoal”, explica Daniel Oliveira, coordenador de ativismo e formação na Amnistia Internacional em Portugal. Com todos os condicionalismos económicos que afetam organizações como a Amnistia, a Jobshop é uma “janela de oportunidades” que permite captar estudantes que podem ajudar através de voluntariado ou part-time remunerado.

No trabalho o segredo é “empenho e comprometimento”
Catarina Ferreira e Júlio Felix de 23 e 22 anos, respetivamente, terminaram no ano passado a licenciatura em Gestão de Empresas na Universidade Lusófona, e estão desde setembro a trabalhar na PricewaterhouseCoopers.

Para a recém-licenciada, as Jobshops são importantes “para conhecer as empresas, o que é que cada uma faz, quais são as áreas onde podemos trabalhar”, uma mais-valia para os estudantes que muitas vezes não têm qualquer contacto com o mundo laboral. Contudo, Júlio Félix alerta que, apesar de licenciado, quando se chega pela primeira vez ao local de trabalho é comum que se sinta que “não temos os conhecimentos necessários para executar as tarefas diárias”, é necessária uma formação complementar por parte da empresa. O jovem consultor deixa alguns conselhos aos recém-licenciados: “serem dedicados e fazerem o que vos pedem; não estarem a olhar se no contrato está das 9 às 6 e saíram às 6 e meia”. A chave do sucesso para quem acaba de chegar ao mundo profissional passa pelo “empenho e comprometimento”.

Apoio aos estudantes na procura de emprego
O Serviço de Apoio à Criação de Emprego e Estágios (SACEE) é um dos organismos disponibilizados pela Lusófona no auxílio à preparação para a entrada dos alunos no mercado de trabalho. Além destas Jobshops, criadas em 2000, o Portal de Emprego é outras das formas de ter acesso a informações sobre estágios e ofertas de trabalho. Criado pelo SACEE, no site estão disponíveis informações sobre workshops, voluntariado ou empreendedorismo. As empresas “colocam as ofertas online e os alunos podem entrar em contacto e responder às propostas nas mais diversas áreas”, esclarece Cristina Matos, coordenadora do SACEE.

A Jobshop 2011 – Economia, Gestão e Contabilidade, inserida nas II Jornadas de Economia, Gestão e Ciência Política, foi organizada pela Direção de Relações Internacionais, Estágios Emprego e Empreendedorismo e pelo Serviço de Apoio à Criação de Emprego e Estágios.

 

Eliano Marques

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