06/12/2011 - 12:03

Saúde: prevenir nunca é demais

Quando se está doente, corre-se para o médico, senão para as urgências do hospital. Ainda falta percorrer um longo caminho para prevenir em vez de remediar. A semana das Ciências Farmacêuticas procura contribuir para uma mudança de comportamentos.

“Como se pode evitar o colesterol? O que é preciso para deixar de fumar?”, foram duas das questões colocadas com mais frequência por quem visitou o espaço da 6ª semana das Ciências Farmacêuticas, na Universidade Lusófona. Uma iniciativa que se destaca pelos rastreios gratuitos.

De 21 a 25 de Novembro, alunos, professores, funcionários e todas as pessoas que se deslocaram ao campus do Campo Grande tiveram acesso a rastreios de colesterol, glicémia, pressão arterial, visão, pele, tabagismo, audição e índice de massa corporal, realizados pelos alunos do 4º e 5º ano de Ciências Farmacêuticas.

Os inimigos do colesterol
“Em Portugal come-se muito à base do sal e isso é terrível para a saúde”, garantiu Inês Santos, do 5º ano de Ciências Farmacêuticas. Por outro lado, os enchidos, os queijos, a fast food e a falta de exercício “são os piores inimigos do colesterol e de quem quer ter uma vida prolongada”, explicou. Segundo Inês Santos, existem muitos jovens de 22 e 23 anos que “nunca fizeram um rastreio da diabetes ou do colesterol” e isso “é incrível quando existem vários alertas para a prevenção da saúde”.

Para Tânia Soares, presidente da Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona (AECFUL), as pessoas devem fazer rastreios regularmente. “O facto de se sentirem bem não quer dizer que não tenham nenhum problema de saúde”, sublinhou. A dirigente chamou também a atenção para o tipo de alimentação que os jovens têm. Não é a mais saudável e “no futuro pode trazer consequências graves no tratamento da doença”.

Tabaco é doença e não vício
O tabagismo é um problema que os profissionais de saúde combatem há anos. São muitas as pessoas que continuam a não saber como deixar de fumar, mesmo com ajuda médica. Patrícia Carneiro, do 4º ano de Ciências Farmacêuticas, esclareceu que o tabaco, tal como o classifica a Organização Mundial da Saúde, “é uma doença e não um vício como a maior parte das pessoas pensa”.

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“O fumo do tabaco tem cerca de quatro mil substâncias tóxicas, das quais 60 são cancerígenas. Isto tem consequências para quem fuma e para quem não fuma”, explicou Patrícia Carneiro. A aluna deixou um conselho a quem tem vontade de tratar esta doença: “procurem ajuda psicológica quando tiverem vontade de deixar o cigarro pois com a ajuda de um profissional a probabilidade de ter sucesso pode aumentar três vezes”.

Uma oportunidade para salvar vidas
Sentir-se saudável, não ter estado doente nos últimos tempos, ter mais de 50 quilos, não consumir drogas e não ter trocado de parceiro sexual nos últimos seis meses, são alguns dos critérios exigidos a quem quer doar sangue.

“Se toda a gente ajudasse não existia falta de sangue, nem que dessem só uma vez no ano”, salientou Carlos Pinto, enfermeiro do Instituto Português do Sangue (IPS). Durante a 6ª Semana das Ciências Farmacêuticas, numa parceria com o IPS, foram muitas as pessoas que puderam doar sangue. O balanço desta iniciativa anual, segundo Carlos Pinto, “tem sido muito positivo”.

Ao longo de cinco dias, os alunos de Ciências Farmacêuticas receberam cerca de 700 pessoas, ultrapassando as edições anteriores. Em paralelo, decorreram workshops, minicursos, debates, atividades desportivas e recolha de medicamentos.

Nicole Rodrigues Matias

Lido 622 vezes Modificado a 06/12/2011 - 12:34

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