17/01/2011 - 14:02

Segredos das companhias aéreas Low Cost

Baixos preços, pontualidade e rara perda de bagagem fazem das companhias de aviação Low Cost a primeira opção de muitos clientes.

“Os produtos só são aceites no mercado quando à invenção se adiciona a inovação e quando o preço se torna acessível”, sublinhou Luís Silva Marques, professor no Mestrado em Gestão Aeronáutica da ULHT e Diretor Geral da Transportes e Serviço de Marketing (TSM) há 17 anos. Silva Marques foi o convidado da primeira conferência de um ciclo de eventos inseridos no Seminário de Ciências Aeronáuticas, na Universidade Lusófona. A 14 de Dezembro, o tema abordado foi “Modelos de Gestão em Aviação”.

As empresas Low Cost caracterizam-se, cada vez mais, pela competição pelos preços mais baixos. Estas companhias independentes e privadas preferem a rotação de voos de curta distância, sem os condicionamentos impostos pelos fusos horários, explicou Luís Silva Marques.

Independentemente dos serviços e tempo de viagem, as Low Cost apostam na pontualidade rigorosa e raramente perdem bagagem, atuando de forma rápida e simplificada. Operam, por norma, em aeroportos secundários, fora dos grandes centros, o que também traz inconvenientes. Entre as maiores transportadoras que trabalham este modelo de gestão encontram-se a Southwest Airlines, Air Berlin e a Easy Jet.

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Viajar no seu escritório

Contrariamente, as companhias tradicionais têm como imagem de marca o conforto de um “serviço completo e uma assistência personalizada” não só dentro do avião mas também nos aeroportos, clarificou Silva Marques. Oferecem três classes na longa e duas na média distância.

As Classes Premium são apresentadas com o slogan “o seu escritório viaja consigo”. A preferência de grande parte dos executivos por este tipo de produto deve-se não só ao número de ligações aéreas disponíveis, mas também à flexibilidade dos bilhetes, que podem ser alterados sem penalizações.

As companhias tradicionais tendem atualmente a formar alianças, constituindo oligopólios. Representam dois terços do mercado de longa distância e detêm 69 por cento da quota de mercado de passageiros. As Low Cost correspondem a 21 enquanto os restantes dez por cento pertencem a Companhias Regionais e de Lazer.

Contrapor prática à teoria

“Não há uma boa prática sem uma boa teoria” garante António Mendes, Diretor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas. A importância de valores como a luta e a persistência de modo a “construir um homem novo dentro de nós” são qualidades que o académico considera indispensáveis à construção de um bom profissional. A faculdade privilegia, por isso, encontros científicos de forma a proporcionar o contacto com depoimentos e experiências vividas, que podem ser contrapostas com o que os alunos aprendem nos livros.

 

Mónica de Barros

Lido 2991 vezes Modificado a 08/07/2011 - 10:34

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