27/11/2012 - 15:56

Jornalismo: Uma “Atitude de Vida”


Vanessa Rodrigues, uma jornalista com tal sede de mundo que lhe traz a vontade de o viver, contou a história das histórias que viveu Vanessa Rodrigues 1enquanto correspondente de um jornalismo de  (em) viagem. Com este tema: Jornalismo de Viagens - Entre a Reportagem e a Crónica, a jornalista deslocou-se à Universidade Lusófona do Porto, a 22 de novembro, para uma aula aberta no curso de Ciências da Comunicação e da Cultura.

Em qualquer recanto pode surgir uma boa história merecedora de ser contada ao mundo; daí a expressão “atitude de vida” numa profissão tanto de permanente como de apaixonante. Para tal, o jornalista tem que estar atento aos pormenores, ser curioso, saber perguntar tão bem quanto sabe ouvir e contar isto tudo com a criatividade necessária, a que prende o leitor/ouvinte.

Desta forma, Vanessa Rodrigues explica como se insurgiu nesta viagem literal que vive, em nome do jornalismo, o de viagem.

Tudo começa em 2009 quando, durante quatro meses e por iniciativa própria, viaja para a Amazónia - apesar de, nessa altura, já viver no Brasil há alguns anos - para captar os Sinais da Gente, da gente que habita em pleno coração do Mundo.

Diz que, por lá, foi bem recebida, convidada a experienciar as várias vivências e que nem as condições precárias ao nível da saúde a impediram de estar atenta a tudo e a todos, a viver em pleno a selva e os nativos. Por cá, os relatos chegavam-nos pela TSF e pelo Diário de Notícias numa fusão – a que ela prefere – entre a crónica e a reportagem, numa lógica latino-americana, como diz.

Em setembro deste ano, a “esperança do mundo” deu origem ao nome do projeto cultural Spera Mundi, uma ponte entre duas capitais europeias da cultura: Guimarães e Maribor (Eslovénia). Com 5000 quilómetros percorridos em cinco autocaravanas, inventou-se “um país para espalhar cultura”. Segundo Vanessa, funcionou como “a união entre dois mundos”, uma definição primária de Cultura.  

Vanessa Rodrigues 2No blogue, atualizado pela Vanessa e por António Morais, eram registados com vídeos e fotografias, todos os momentos vividos pela equipa e todas as atividades culturais que serviram de mote à criação deste projeto. Tudo isto acompanhado pelas músicas originais do Bilan, músico cabo-verdiano. Uma espécie de “digressão europeia com lusofonia na bagagem”.

A jornalista diz que “há uma Vanessa antes e depois da Amazónia”, numa reflexão sobre como foi estar consigo mesma, nas viagens que concretiza, numa solidão acompanhada.

No fim desta aula, Vanessa Rodrigues diz que a generosidade deve ser o ponto de partida para a viagem e o que dela devemos trazer, na nossa bagagem do imaterial.

Luís Loureiro, diretor do curso, remata com a afirmação de que “o jornalismo pode até não sobreviver; mas o Jornalismo, esse, resistirá sempre”.

Por: Regina Machado
Vanessa Rodrigues3 (1)

 

Lido 4547 vezes Modificado a 27/11/2012 - 16:58

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