14/12/2012 - 15:00

Portugal desprotegido contra ciberataques

Manuel da Costa Honorato, diretor do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo, admitiu existir uma “ameaça constante de ciberataques”, na II Conferência de Hiperíon, organizada pelo Instituto Superior de Gestão e pelo Instituto de Estudos de Segurança do Grupo Lusófona, a 21 de novembro.

No que diz respeito a cibersegurança, “Portugal é, em 2012, um dos países mais atrasados nesta matéria”, afirma Manuel Honorato, diretor do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo. E deu como exemplo as 30 tentativas de incursão que acontecem por minuto à rede informática do governo. O país tem, por isso, de se adaptar “aos novos cenários de ameaça e aos novos conceitos de segurança”, afirma.

Uma opinião partilhada pelo tenente-coronel Viegas Nunes, do Estado-Maior do Exército, segundo o qual “os padrões de segurança atuais não estão aptos para esta nova realidade” digital. Hoje em dia, avisa, a segurança quer pública quer privada está em causa, uma vez que qualquer pessoa na posse de um dispositivo ligado à internet é um possível alvo de “piratas informáticos”.

Durante a conferência foi também apresentado o Crypto Channel. Trata-se de uma aplicação, desenvolvida pelo Laboratório Ubinet, a pedido do Gabinete Nacional de Segurança, com o objetivo de garantir comunicações seguras através de telemóveis.

André Moleiro
Redacção LOC

 

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