31/10/2012 - 17:12

Joana Soares: a vida à fotografia pertence


Quis ser veterinária mas deixou-se seduzir pela magia de retratar o real. Joana Soares frequenta o primeiro ano do curso de Fotografia da Lusófona e descreve a sua paixão pelas fotos como «inexplicável».

“Desde que tive uma máquina na mão comecei a fazer experiências e quis aprender ainda mais”, conta Joana. Porém, quando era mais nova queria ser veterinária. “Gosto muito de animais”, explica.

O bichinho pela fotografia é “inexplicável”, mas sempre esteve presente. Era ela que fazia as reportagens das férias da família e aos nove anos começou a aperceber-se que era esse o mundo que queria. Na adolescência, um curso especializado de fotografia na Escola Secundária Artística António Arroio acabou por ser crucial. Adorou e percebeu que era o que desejava para o futuro. Desde aí nunca mais parou de fotografar.

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Metallica como ídolos

Agora com 20 anos, Joana Soares mantém o mesmo sorriso tímido de criança. Ninguém diria que tem como ídolos a mesma banda de há dez anos: os Metallica. “Adorava ter uma foto com eles. Eu ao lado do James…”, confessa sorrindo. Coincidência ou não, o fotógrafo que mais admira é Ross Halfin, o retratista oficial da banda de metal há 30 anos. A portuguesa “Helena Almeida, uma auto-retratista inovadora” também é uma das suas inspirações.

“A lente que gosto mais de usar é a normal: 50mm, porque retrata bem o real e não distorce”. No 12º ano conseguiu captar uma foto da Alameda à noite, em Lisboa, que foi muito elogiada e chegou a ser confundida com as de profissionais.

Fotografa concertos, peças de teatro e espetáculos – o último foi o “Segredos de Família”. Para além destes trabalhos, junta ao seu portfólio os trabalhos analógicos que faz em aula. Está a gostar do curso mas “pensava que ia ser mais teórico”, diz. A sua disciplina favorita é História e Teoria da Fotografia que “dá muito trabalho” e exige muito “estudo”. O que gosta menos é de mexer no Photoshop, mas “tem que ser”, ri, conformada.

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Com Londres no horizonte

Joana tem o futuro planeado: “quero morar em Inglaterra e ter o meu próprio estúdio em Londres. É uma cidade ativa e tem um bocado de tudo. Identifico-a com a minha personalidade”, explica. “Fotógrafos bons há em todo o lado” mas em terras de Sua Majestade acredita que “há mais divulgação e mais hipóteses de alguém começar em baixo e acabar no topo”.

A área da fotografia não é das melhores para trabalhar hoje em dia e Joana tem consciência disso. Para a jovem, os fotógrafos «deviam ser mais valorizados, principalmente os de batizados e casamentos”. Porque “é duro”, sublinha, pensativa. E quando o curso terminar? “Tenho medo que não corra bem”, confidencia ao LOC. “O que vou fazer a seguir? Não faço ideia”, reconhece. Mas Joana Soares confia que será capaz de construir a sua oportunidade no mundo da fotografia.   


Daniel Morgado
Redação LOC

Lido 13610 vezes Modificado a 06/11/2012 - 10:37

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